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terça-feira, 30 de julho de 2013

Finalmente, internet!

Voltei meu povo!!! Que saudade que eu tava de ter internet! Meu computador, coitado, já não sabia o que era uma conexão há muito tempo! E pra completar agora posto da minha casinha, porque sim, finalmente estamos instalados! Ufa!
Depois desses quase 2 meses de expectativa pra gente se mudar, o que ficou foi uma bela "surpresa". Entre aspas porque claro que ficou combinado que haveria alguma renovação no apartamento (a troca do piso da cozinha e das portas dos armários; troca do móvel do banheiro, piso e privada; pintura de tudo), mas entre nos prometerem e realmente entregarem existe uma enorme diferença, concordam? Daí o choque que levamos quando recebemos as chaves e estava tudo como nos foi prometido! Fiquei tão feliz que quase dou um abraço no administrador! hehehe Parece que vamos ter que nos acostumar em acreditar na palavra dos outros...


Armários dos dois lados e finalmente algum espaço! 


Foto 1: Móvel novo do banheiro que já veio com esse espelho. / Foto 2: O móvel antigo ia até o fundo e por isso cobria a mangueira de aquecimento da água e o lugar de onde ela sai, mas que agora estão à mostra. Mais tarde vamos colocar alguma coisa ali para tampar o buraco. / Foto 3: Tudo pintadinho oh! Aqui não é normal fazem isso, geralmente quando o novo inquilino quer pintura o dono do apartamento até fornece a tinta mas o trabalho é com você. Destaque para o meu rack amarelo e minha cortina azul! Vamos fazer uma sala bem colorida para não ficarmos deprê no inverno.


Ai, me chamem de doida mas só agora sinto que estamos começando nossas vidas aqui, posso dizer que (literalmente) moro em Montreal! Sei que pelo menos por enquanto estamos muito felizes com nossa escolha.
Bom, o apartamento ainda está bem vazio porque optamos por comprar os móveis aos poucos para não desequilibrar as finanças, mas só eu imediatistas de plantão entendem como é sofrido isso! Sendo assim tudo que temos são geladeira e fogão (para quem não sabe esses dois geralmente já vem inclusos no aluguel), rack da tv, mesa da cozinha com cadeiras (sim, cabe mesa!) e colchão. Ah e cortinas, já temos quase todas as cortinas! Ou seja, falta tudo.
Quanto a tão esperada internet escolhemos a Teksavvy, que é uma alternativa às grandes empresas tradicionais porque é um provedor independente pré-pago e sem contrato! E você que achava que isso não existia, né?! hehehe Na verdade eles não tem estrutura física própria podendo o cliente escolher se quer cabo (rede da Videotron) ou dsl (rede da Bell), e por isso mesmo fica mais barato. Resumindo: bom custo benefício, o melhor dos dois mundos. Até agora vai indo muito bem.
Mas vale lembrar que não existe pacote de telefone fixo e tv a cabo, esses não buscamos porque ainda não sentimos necessidade de adquiri-los. Hoje em dia com celular e Netflix essas coisas vão ficando para segundo, terceiro, quarto plano...
A vida está se encaminhando, pensar que um dia desses a gente estava chegando e agora já estamos aqui há quase 3 meses! Passou voando mesmo...

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Levando o Alce para Casa.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Sumida justificável e apartamento temporário

Oi Pessoal, to meio sumida mas já vou explicando o porquê, desde o começo do mês nos mudamos (pela terceira vez em 1 mês e meio de Canadá...) para um apartamento provisório que não tem internet. Estamos só com o 3G do celular e só você meu amigo, minha amiga, que já tentou postar alguma coisa num blog pelo celular vai saber como é chatinho todo o processo.
Mas tava morrendo de saudades do Blog do Alce, tanta coisa acontecendo e eu sem ter para quem falar! Daí aproveitei que tive que sair mais cedo de um curso de Francês que estou fazendo (não o do governo, vou fazer um post só sobre isso) e vim para um café com internet blogar.
Então vamos à historia do apartamento.
Como vocês sabem desde a nossa primeira semana nas "terras geladas"já tínhamos achado o nosso novo cantinho, fica no bairro de Outremont pelo qual, no fim das contas, caímos de amores e super já estamos curtindo toda a vizinhança.
Parque Outremont
Tava tudo previsto para nos mudarmos no dia 1 mas o administrador conversou com a gente dizendo que precisava fazer umas reformas lá, dar um tapa no visu do banheiro, trocar o piso da cozinha, fogão e pintar. Que ele não teria tempo antes porque os moradores antigos só sairiam dia 30 de junho e que sim, poderia fazer isso com a gente lá dentro mas que seria muito transtorno pelo cheio de tinta e especialmente pelo banheiro inutilizável. Bom, por lei aqui quando o locador inviabiliza o uso do imóvel por algum motivo ele é obrigado a fornecer ao locatário um outro lugar para ficar ou dar um desconto no valor daquele mês.

No nosso caso o administrador cuida de vários apartamentos e 
Ruas de Outremont

alguns deles ainda estão vazios, seja porque não foram alugados ou porque foram mas seus contratos só começam mais tarde, e por isso nos foi oferecido que durante esse tempo ficássemos em um desses.   :/  Definitivamente fazer mais uma mudança para ficar em um outro lugar não era o que a gente queria, mas bem ou mal é o nosso apartamento que vai ser arrumado né? Fazer o quê...


Pontos negativos: o apartamento está vazio, sem nenhum móvel ou eletro, exceto fogão e geladeira e tivemos que adiantar a entrega do nosso colchão porque não teríamos onde dormir, daí vamos ter mais isso para carregar.
Avenue Bernard - Outremont
Ponto de certa forma positivo: fica super bem localizado na Avenue Bernard que é uma das mais chique do bairro. Daí quando os colegas do marido perguntam onde a gente está morando e ele diz que é na Bernard todo mundo diz algo como "Pow cara, tá podendo..."hehehe. Tem que levar a situação com bom humor, né...
Tudo indica que eles irão nos entregar as chaves do nosso hoje, mas de qualquer forma com o marido trabalhando e eu estudando só vai dar para fazer a mudança no final de semana mesmo, e a companhia de internet em que estamos interessados dá um prazo de até 7 dias úteis para dar as caras e instalar tudo, então acho que só vou conseguir blogar novamente daqui uns 10/15 dias, mas se eu tiver um tempinho para vir em um café novamente, pode ser que saia alguma coisa antes, veremos.

Interior do "Second Cup",
onde estou sentada escrevendo.

(Pequena observação: nesse exato momento como música ambiente está tocando música brasileira de alguma cantora que não conheço).




Que mais...? Uhm... Ah, vi alguns poucos brasileiros pelo bairro, na verdade só 2 famílias. Por aqui tem pouco imigrante, a maior parte é nativo mesmo o que acho que facilita no aprendizado do Francês local sem sotaque. No mercado, na farmácia, nos cafés e restaurante, só se escuta Francês. 
Os parques são os mais lindos que já vi até agora apesar de pequenos, vimos também a piscina do bairro que no último final de semana estava lotada com o calor que fez. Para os amantes de cachorros aqui tem um parque só para eles, é todo cercado então dá para tirar a coleira e deixar que corram à vontade, só vendo a alegria dos bichos! 
Acho que por enquanto acho que é isso, estamos felizes com a nossa escolha! 

Agora, só por curiosidade, alguém por aí lendo o Alce ?!


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sexta-feira, 7 de junho de 2013

Studio Meublé - Nossa atual morada

O post está atrasado quase uma semana, mas é até bom para escrever ele mais racionalmente. Se tivesse feito no dia em que chegamos iam sair só cobras e lagartos, digo logo!
Como a maior parte de vocês devem saber, os contratos de aluguel aqui, começam dia 1° de julho, é um costume criado afim de não interromper o ano letivo dos alunos com mudanças de colégios (visto que aqui eles são obrigados a estudar em escolas perto de onde moram). Não que não tenham contratos que comecem antes ou depois, mas a grande maioria acaba ficando estabelecida assim. Com o nosso apartamento não foi diferente, mesmo com contrato assinado só poderemos entrar nele mês que vem.
Quando chegamos em Montreal, ficamos hospedados na casa de amigos, que foram uns amores e a quem deveremos muito ainda por toda atenção e carinho com que nos acolheram, mas ficar na casa deles por quase 2 meses era abusar da boa vontade alheia, né!? Tenha dó...
Daí começamos nossa busca por um apartamento, flat, hotel, qualquer lugarzinho onde pudéssemos passar o mês com algum conforto e praticidade mas sem gastar muito. Missão difícil, mas por fim encontramos os Studio Meublé. Quando ligamos pedindo informações nos disseram que dentro do preço estavam inclusos o aluguel do apartamento 1 1/2 (sala, quarto e cozinha tudo junto mais o meio que é o banheiro) todo mobiliado e equipado, internet, energia e água quente e que ainda estavam dando um desconto de CAD 100,00. Opa, chuchu beleza! Pelo preço tá ótimo.
Na foto é bem mais bonitinho...
Agora, olhando mais friamente, o apartamento até que não é não mal. Fica num prédio velho, com essas madeiras que rangem no chão quando a gente pisa, mas e daí? É por pouco tempo mesmo... 
Mas quando a gente chegou... Num grau de 0 a 10 eu daria 5 para a limpeza, tinham flocos de poeira de baixo da cama, fios de cabelo por todo o lugar, inclusive nas paredes do banheiro e dentro da banheira, chão e móveis sujos e empoeirados. Eu fiquei com nojinho, na sujeira não rola! Fui logo no mercado comprar desinfetante, mop, vassoura, luvas, limpa banheiro e mãos à obra. Tirei o edredon, lençóis e toalhas deles e guardei, depois do estado do apartamento, vai saber como é que isso foi limpo antes. Lavei as coisas que trouxemos do Brasil e estamos usando elas mesmo. Comprei também copos, pratos e talheres descartáveis e uma cortina baratinha pra banheira (CAD 5,00 na Linen Chest). Sei lá quem se encostou lá antes e nada pior do que cortina de banheira que enquanto você está no banho ela vem grudando em você. Cortina desconhecida então, eca, eca, eca! "Melhorando" a situação nosso primeiro dia aqui foi justo num dia de calor bruto, vocês não tem noção do forno que era! E olhe de que calor eu entendo. Para fechar o pacote, o fogão (elétrico) não estava ligando, saímos para comprar qualquer coisa que desse para fazer no microondas e... a energia caiu! Só no nosso apartamento. Prédio velho, a chave deve ter desarmado, não deve ter aguentado a tv, ventiladores, luz e microodas ligados. Vamos ligar pro cara, e nada. Só conseguimos falar com ele no dia seguinte, tivemos que passar a primeira noite no calor e no escuro. E sem comer, porque sem fogão e microondas, às 23h da noite e super cansados não tinha mais condições nem de sair para jantar. Sorte é que no mercado eu tinha comprado coisas pro café da manhã, comemos pão com queijo e leite e fomos ser cozidos no bafo quente do quarto dormir.  
Ainda bem que desde então o tempo tem sido melhor (10°C/15°C), e nem ventilador estamos usando. Agora com o apartamento limpo e arrumadinho eu digo que pelo preço até que vale a pena e é super bem localizado, no centro perto de tudo. Mas se me perguntassem no dia que a gente chegou...
O importante é que falta pouco pro nosso ap! Vamos pensar positivo e torcer para continuar o friozinho!


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quinta-feira, 30 de maio de 2013

No, I Don't Speak French

Antes de virmos para cá tivemos que fazer mais uma escolha, ou estudávamos Francês ou conseguíamos juntar mais dinheiro para chegarmos aqui tranquilos, sim, porque mesmo tendo um padrão de vida legal e salário bom, com os preços que a Aliança estava pedindo e com o custo Rio de Janeiro não dava para brincar...  Como o marido foi quem deu a entrada no processo e é quem teria mais chance de conseguir um emprego logo, decidimos que só ele continuaria estudando e que aqui eu faria francisação em tempo integral. Coisas da vida, como é que a gente podia adivinhar que em 15 dias de Canadá Carlos já iria estar empregado (yeah!!!)! Que o marido é esperto e inteligente eu já sabia, mas não achava que ia ser tão rápido assim! Mas depois conto melhor como foi tudo isso.  
Bom, se a gente soubesse que tudo ia acontecer tão em tempo recorde eu poderia ter chegado aqui mais preparada, não que eu esteja reclamando, claro! Mas tudo bem, é hora de correr atrás do prejuízo. 
No terceiro dia de Canadá eu já me inscrevi no curso do governo, eu sei que ele só começa no fim de agosto mas não queria correr o risco de alguma coisa dar errado e eu ficar sem vaga, exagerada toda! Claro que para isso coloquei o endereço dos amigos em Ahuntsic como residência, o que conseguimos mudar sem problemas assim que fechamos o nosso contrato de aluguel em Outremont. Todos sabem que são 3 níveis de curso, sendo o mais básico o primeiro e o mais avançado o terceiro e que escolhendo a opção de estudo em tempo integral cada um deles tem duração de 3 meses. 
Enfim, hoje fui chamada para fazer o teste de nivelamento, eles dizem para você separar 2 horas para isso mas o meu no total durou 40 minutos contados no relógio! Nada demais, algumas peguntas simples, descreva isso, escreva uma carta e pronto, a moça me disse que eu estaria apta para o nível 2! Para falar a verdade não sei se gostei da notícia... Sinceramente do alto meu Francês "mim Jane, tu Tarzan" achei que iria pro 1, cheguei a pedir para ela porque acredito mesmo que uma boa base no fim faz diferença. Mas não teve conversa, ela disse que eu errei algumas preposições, mas que as estruturas das minhas frases e estruturas verbais estavam muito boas, então nível 2 será. Disse que pela minha profissão me aconselha comprar um dicionário ilustrado, que vai facilitar muito no reconhecimento dos alimentos e utensílios e no mais revisar conjugações verbais e claro, as benditas preposições. 
Sobre o local do curso disse que o ponto mais perto (para pessoas com nível universitário) era a Universidade de Montreal, então era para lá que ela estava me enviando, mas que isso era só uma indicação, que ela não tinha controle na decisão final. Por fim ainda disse que havia um nível 4 de curso, mas que este era só parcial e focado na parte escrita. E daí se despediu me dizendo "um bom dia para a senhora Madame e não se preocupe não que tu é nível 2 mesmo".
Daqui para frente é só ficar de olho no site e ver se surge alguma novidade!
Mais uma etapa concluída!

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quarta-feira, 29 de maio de 2013

Assurance Maladie... Parte 2

Pois é, como foi dito no post anterior nós tínhamos que voltar no prédio da Assurance e terminar de dar entrada no nosso processo. Estivemos lá essa terça e não é que dessa vez o atendimento foi super rápido?! Em meia hora pegar a senha, fomos chamados, subimos, fomos atendidos e saímos! Assim, expresso.
Acho que a manha é essa mesmo, chegar lá cedo com o escritório abrindo, qualquer dia da semana mesmo segunda, pelo menos para gente funcionou!
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sábado, 25 de maio de 2013

Assurance Maladie

Oi Pessoal, aqui estamos nós para contar mais uma etapa da nossa adaptação! 
Os dias têm voado, chegamos há pouco mais de uma semana mas sinto como se fosse mais de mês! 
Bom, agora que já temos um teto, ou quase (a mudança só será dia 1° de julho) era hora de dar continuidade às nossas documentações. 
Para quem não sabe,  Assurance Maladie é o nome do seguro de saúde público do Quebec e é através dela que conseguimos a Carte Soleil, a carteirinha que temos que apresentar para sermos atendidos na rede pública de saúde. 


A regra diz que para que a gente possa dar entrada na Assurance, devemos provar que já temos residência fixa na província, e que à partir da data da entrada do pedido até a liberação dele existe uma carência de 3 meses (daí também a pressa em recolher toda a documentação, vai que a gente fica doente e está descoberto...).  
Enfim, passaportes, CSQ (documento que comprova que fomos selecionados pelo Governo do Québec), NAS (tipo CPF), papel de entrada no país (que comprova que fomos aceitos como residentes)  e contrato de aluguel de baixo do braço fomos lá. 

Meu amigo, minha amiga, se prepare para um pequeno chá de cadeira, estivemos lá ontem (sexta), chegamos às 13:45h e estava bombando. Esperamos por mais de uma hora, até o segurança cantar os números da senha e mandar a gente subir e chegando no escritório, mais uns 20 minutinhos de aguardo, para finalmente nos chamarem. 

Para finalmente um moço muito simpático nos atender, anotar tudo no computador mas deixar nosso pedido em stand by! O saco, viu! Eu já tinha cansado de ler nos blogs e no próprio material de boas vindas do governo que para dar entrada no seguro era só levar o contrato do ap, mas o cara encrencou que queria também um comprovante de endereço atual ou seja, da casa dos amigos! E não adiantou explicar que é provisório e que de qualquer forma não tínhamos esse tal comprovante porque simplesmente nunca recebemos correspondência nenhuma aqui. Mais essa, viu...
No fim ele disse que isso poderia ser resolvido com uma declaração solene dos amigos dizendo que estamos morando com eles, que só tinham que preencher tipo uma cartinha que ele mesmo nos deu já com os nossos nomes escritos. O único porém é que a assinatura tem que ser na frente de uma pessoa "responsável" (no Brasil o equivalente seria um notário), e que isso pode ser feito em uma delegacia, um banco ou até lá mesmo e que para dar entrada no pedido poderíamos levar o documento lá pessoalmente ou enviar por fax. Aí eu te pergunto, alguém ainda usa fax?? E ir para lá ficar mais 1:30 na fila? Uncool, moço, nada legal. No fim, para dar uma de brother ele disse que pela manhã cedinho, exceto nas segundas, tem bem menos gente. Bom, fazer o que né. Semana que vem teremos que voltar lá. 
De qualquer forma já nos encaminhou para tirarmos nossas fotos (CAD 10,35 cada, a serem pagos na hora, carinha né) que serão usadas no novo documento. 

Agora falta só a carteira de motorista, mas para ela o francês tem que melhorar e aí já é uma outra etapa...


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quarta-feira, 22 de maio de 2013

Felizes moradores de Outremont - 1 semana de Canadá

Achar o nosso apartamento para mim era uma missão quase tão importante quanto arrumar um emprego, parece que a vida fica meio empacada até que a gente tenha um teto só nosso ou tenha para onde voltar depois de um dia cansativo. Os amigos estão sendo suuuper legais nos dando abrigo nesses primeiros dias e por mais que digam que não incomodamos a gente sabe que visita mexe com a rotina da casa. 
Então, já que o marido já está mandando currículo e eu já me inscrevi na francisação em tempo integral (isso deveria ser mais um post, não?), era hora de irmos em busca da nossa morada.
A gente queria um apartamento que fosse novo (porque acho que o aquecimento deve ser melhor durante o inverno, pressão da água, elevador, etc, etc... E porque o marido é alérgico a mofo e umidade) e que fosse bem localizado, com todos os serviços por perto. Claro que nem tudo que a gente quer é possível, ao contrário do que a Xuxa me dizia em suas músicas quando eu era pequena, e isso nós percebemos rapidinho quando vimos os valores dos alugueis para apartamentos nesse padrão. Não ia rolar...

Ahuntsic é um bairro um pouco mais afastado do centro e foi a nossa primeira ideia. Primeiro porque os nossos amigos moram aqui e depois desse tempo no Rio ficamos meio cansados de não ter companhia. Segundo porque os apartamentos são novinhos, vimos um com menos que um ano de construído! A desvantagem é que para tudo teríamos que pegar ônibus, visto que essa região em específico fica meio longe do metrô. Bom, de qualquer forma eu já ficaria bem feliz aqui, mas o marido não estava contente com a distância do metrô, então só por desencargo de consciência resolvermos ir dar uma olhada em Outremont.

Dos lugares todos que estavam na nossa cabeça Outremont parecia uma boa opção mas por ser tido como um bairro caro (e imigrante recém chegado, sabe como é? Não pode se dar muito ao luxo...) a gente acabava nem procurando direito no Kijiji por lá. Mas, de qualquer forma, decidimos ir pessoalmente conferir e ver qual é a do lugar. Achamos um apartamento que gostamos e marcamos uma visita. Sabe paixão a primeira vista? O bairro é uma graça, bem arborizado, com metrô, mercado, farmácias, lojas e mais um monte de coisas nas ruas principais, além de parques e muitos lugares pro marido fazer exercício ao ar livre, e as transversais com casas pequenas e bonitas, prédios baixinhos, parece rua de filme. Adorei e o marido então, gamou. Foi sair do metrô, dar mais uma volta que já deu pra ver pela cara dele que não tinha outro jeito, era ali que ele ia queria ficar! Só que quando chegamos no apartamento descobrimos que o 4 1/2 (2 quartos, sala, cozinha + o meio que é o banheiro) que queríamos já havia sido locado e agora só tinha disponível um outro 3 1/2 (um quarto). Eu meio que broxei na hora. A gente até subiu para dar uma olhada, mas depois de 3 anos morando num apt de 1 quarto, eu queria mais espaço para nós e para as nossas coisas, receber visitas, enfim... Acho que o administrador viu nossa cara de frustração e soltou algo como: calma galera, tenho outros 4 aqui por perto, querem dar uma olhada? Bom, já que estávamos alí, né? Fomos ver. Nos mostrou outros 2 , também 3 1/2, para finalmente chegar num prédio que fica praticamente na Avenue Van Horne. Assim, no 4º dia de Canadá, já tínhamos um endereço desejado, quase em tempo recorde! O apartamento não é o dos nossos sonhos, mas para primeira morada tá bom, a localização nem se fala e o bairro melhor ainda!
Ah, ponto pro administrador que foi muito gentil conosco mudando o tempo todo do Francês pro Inglês e vice-versa, conforme nossa dificuldade em perguntar e entender.
O que ficou de lição para nós é que apesar de muita gente, e até o guia do governo, dizer que a temporada de busca de apartamento vai de março à junho, em maio, pelo menos em Outremont, já quase não sobrou nada. A gente até vê umas placas nas ruas, mas eram de 3 1/2, 5 1/2, até 6 1/2. O administrador (que mais tarde nos contou que cuida de 100 apartamentos na região) disse que o boom de procura foi no mês passado, e que com esse que locamos ele só tinha mais outros 3 para oferecer (ou seja, pegamos o resto mesmo). Ano que vem começaremos mais cedo... 

A única coisa que me deixou triste nessa história foi a distância dos amigos, mas isso a gente vai dar um jeito...
Ruas de Outremont:

O primeiro esquilo a gente nunca esquece!






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Levando o Alce para Casa

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Oui, o Alce finalmente chegou em casa!

Antes de mais nada, família, chegamos e estamos bem. Podem ficar tranquilos, no fim deu tudo certo (é, no fim mesmo. Mas calma que eu vou explicar tudo...)
Como diria Ariano Suassuna, só existem dois tipos de viagens de avião: as de desastre e as tediosas. Ainda bem, a nossa foi do segundo tipo (mas quase que virava do primeiro, porque a vontade era de esganar um)!
Bom, chegamos no aeroporto de Recife as 15h e fomos direto para o quiosque da PlasticBag embalar as bagagens que seriam despachadas, aproveitei, comprei meu saquinho para líquidos. Arrumei a mochila rapidinho, passaportes na mão e fomos direito despachar as malas na TAM. Aí começou o primeiro estresse do dia: digita, digita, digita, confere documentação, vistos e tome digitar mais e mais. E demora, e demora. Até que o marido impaciente pergunta "Ow dona moça, porque que tá demorando tanto? Tudo certo aí?". Para resumir a história a balconista não estava conseguindo nem registrar os 3 trechos como uma só viagem, nem o sistema reconhecendo as siglas das cidades e aeroportos para onde iríamos. Eu sei que demoramos uns 40 minutos em pé, até que ela resolveu levantar e ir perguntar para alguém. Mais 10 minutos depois volta e ela com a solução para finalmente e despachar as bagagens. Ufa! Agora corre para embarcar porque já estão chamando para entrar no avião.
Nessa hora eu fiquei até agradecida pela demora da moça da TAM porque assim não deu tempo de ter aquelas despedidas sofridas, comigo e a minha mãe chorando como se não houvesse amanhã! Sangue italiano nas veias, sabe como é o drama... Mas até que não foi tão mal, perto de todo o potencial de lágrimas dela, hehehe! Beijo Mãe! Sem contar que no dia anterior nós conversamos e falei com a sogra também pedindo para maneirarem. Eu sei que distância é ruim, que ninguém gosta, mas credo gente, ninguém ta indo pra forca. Estamos felizes e indo em busca de algo melhor. Podem ficar tranquilas que se não der certo a gente sabe o caminho de casa, pode deixar que a gente volta. Não vamos ficar sofrendo à toa. No fim das contas Mama Lu até deu uma choradinha mas nada demais e a sogra foi uma lady, se comportando direitinho.
Corremos para a sala de embarque, e quando chegamos lá já estavam todos entrando. Voo tranquilo, 3 horas mais tarde chegamos em SP. Não precisamos pegar as malas, mas tivemos que sair da sala e ir fazer o check in novamente na American. 
Segundo estresse do dia: Chegando lá a moça do balcão me fala que tem um problema na minha bagagem, naquela confusão de Recife registraram minhas 2 malas com o mesmo código, como se fosse só uma. Aí eu pensei, pronto me lasquei! Ai meu Pai! Rádio para lá, rádio para cá. Pronto senhora, tudo resolvido, acharam as suas 2 bagagens, elas estão mesmo com códigos iguais, mas pode ficar tranquila que as duas embarcaram. Eu não sei vocês, mas quando alguém me diz "pode ficar tranquila" e não me mostra o trabalho pronto, fico logo desconfiada... Já fui pro próximo voo rezando para que se alguma extraviasse  fosse a caixa e não a minha mala com todas as roupas dentro. Ainda bem que por via das dúvidas deixei na mala de mão algumas peças, assim se desse problema não precisaria sair do aeroporto direto para comprar roupas, pensei.
8 horas mais tarde e uma noite muito mal dormida, começa o terceiro estresse: chegamos em Miami e não sei porque cargas d'água (acho que era greve dos funcionários) só tinham 3 guichês para fazer a imigração de toda a galera, e os voos não paravam de chegar. Demoramos 1:30h em pé para sermos atendidos, e claro que perderíamos o próximo voo que seria dali a meia hora. Cansados, com sono, dormindo sentados (classe econômica é fogo...), comidinha muito mais ou menos, 1:30h em pé na fina eu já estava começando a perder a esportiva. Mal sabia eu que ainda vinha mais coelho dessa cartola. 
Quando finalmente conseguimos ser atendidos pela imigração em Miami, o oficial carimbou meu passaporte mas reteu o do marido! E nos mandou para uma sala cheia de latinos (não sei se coincidência...) e nos mandou aguardar para maiores verificações. No fim da história acho que eles escolhem isso aleatoriamente  mas poxa, assusta. Depois de mais 1:30h esperando, um policial de sobrenome latino nos chamou para uma sala e começou a fazer um monte de perguntas. Qual seu nome, de onde você é, o que você veio fazer nos Estados Unidos, quanto tempo vai ficar aqui, porque você está indo para o Canadá, como você conseguiu esse visto, quem te deu essa ideia de ir para o Canada, com o que você trabalha, vocês são casados, (agora para mim) qual seu nome, com que você trabalha, porque você está indo com ele, você quer mesmo ir para o Canadá... Daí ele deu mais uma olhada nos passaportes e nos liberou. O marido perguntou se eles podiam explicar porque fomos parados mas o policial simplesmente disse que não podia dizer.
O marido tem um nome bem comum e os dois sobrenomes mais comuns entre os brasileiros, fiquei com medo só dele ser confundido com alguém, vai saber! Mas acho que eles escolhem mesmo randomicamente. Teorias de conspiração à parte, agora sim a gente tinha perdido os voo de vez, tivemos que ir buscar as nossas bagagens, passar todas elas pelo raio X e fomos remarcar nosso voo na American, o que conseguimos sem nenhum problema. Ligamos pros nossos amigos para avisar que iriamos nos atrasar e para a sogra que contaria para a mãe, só para não ficarem preocupadas, mas decidimos não contar tudo de vez. Imagina as duas sem entender direito o que estava estava acontecendo! Minha mãe e a pressão alta são intimas, não ia rolar... 
A gente tava morrendo de fome, já era hora do almoço para nós, mas preferimos entrar logo na sala de embarque e foi o melhor que fizemos. Eu nunca tinha ido aos EUA, então não sabia o que esperar, mas é enooorme lá dentro, cheio de restaurantes. Como ainda tínhamos 1hora antes do voo, deu para comer com calma.
Finalmente embarcamos, mais 3:30h até Montreal, essa brincadeira cansa, viu?! Fizemos a imigração aqui sem problemas ou dramas, achei rápido até. E a melhor imagem do dia foi ver o nosso amigo lá nos esperando!
Estamos em Ahuntsic, na casa de amigos brasileiros muito queridos que nos acolheram com muito carinho, incluindo o bebê da casa.
Então é isso, o Alce está em casa!


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