domingo, 25 de novembro de 2012

25 de Novembro - Dia Internacional de Luta Contra a Violência à Mulher


Oi Pessoal, como vão?!
Acabei de dar uma checada no Facebook e fui lembrada de que hoje é o Dia Internacional de Luta Contra a Violência à Mulher. Aí dei uma pesquisada e vi que a manifestação teve sua origem em Toronto! Legal né?
A data foi instituída desde 1999 pelas Nações Unidas e dá início a vários dias de protesto, 16 dias, para ser exata. Pelo menos foi isso que achei na internet. Muito justo, poderia durar o ano todo.
Foto retirada do Il popolo viola
Achei também essa foto, homens de Toronto protestando. Digo logo que esse de camisa azul virou meu herói, um salto desse tamanho e fino assim nem eu uso!



Bom resto de domingo para vocês! 
Tereza

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Blogs de estrangeiros sobre o Brasil


Acho que muitos canadenses iam achar interessante isso que nós fazemos, contar nossas experiências e expor nossos pontos de vista descrevendo as coisas mais simples e do dia a dia como ir num mercado ou à uma consulta médica. Observações sobre aspectos que eles já devem estar tão acostumados que nem percebem o quão diferentes podem ser pra quem vem de fora.
Por isso pensei que ia ser legal compartilhar com vocês alguns dos blogs de estrangeiros e suas aventuras e desventuras por esse nosso Brasil.
Nós, pelo menos eu, nunca paramos muito pra pensar em quão complicado deve ser explicar a textura de um pão de queijo ou que descrever uma coxinha pode render um post inteiro! Já pensou que a forma como você toma cerveja pode ser muito diferente da de um inglês? Ou que do mesmo jeito que é complicado pra gente ir no cabeleireiro lá e que nem sempre ficamos felizes com o resultado, para uma americana que não tem domínio completo no português pode ser tão frutante quanto fazer isso aqui? Ver como funciona a lógica do raciocínio deles e descobrir que algumas coisas que achamos absurdas podem ser ainda piores para eles e outras nem tanto e vice-versa. Saudade da terra natal, solidão, recomeçar em outro lugar sem falar direito o idioma, ir visitar o próprio país depois de tanto tempo fora de casa, são sentimentos que a gente às vezes acaba conhecendo tão bem lá fora que esquecemos que podem ser problema em qualquer lugar, inclusive aqui.
Bom, seguem as indicações:


Espero que gostem da leitura!
Tereza

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Prezado Senhor/Senhora, favor enviar seu passaporte!


Enviamos nossos exames médicos no dia 26 de outubro e hoje, 20 de novembro, o marido recebeu um e-mail do consulado pedindo para enviarmos os passaportes! Uhu!!! \o/
Bom, além de querer compartilhar as boas novas estou escrevendo pra lembrar a todos os interessados uma coisa que nós mesmos tínhamos esquecido.
Depois de recebido o visto de residente permanente nós temos 1 ano a partir da data dos exames para imigrar, certo?
Pois é, a gente só esqueceu que se a data de validade do passaporte expirar antes desse prazo o tempo para imigrar termina junto! Ai minha nossa senhora do passaporte vencido, socorrei-me!
Nós estamos super ansiosos para ir embora mas não queremos fazer isso no atropelo e acabar penando lá desnecessariamente, antes de nos aventurarmos de vez queremos ver se o marido já não chega em Montreal empregado, e pode ser que isso demore um pouco mais que maio de 2013 (tomara que não mas sejamos realistas...) que é quando expira o meu.
E como o pagamento da taxa de envio dos passaportes precisa ser feito dentro de um mês, agora é correr pra marcar horário na Polícia Federal!
Fica a dica!
Tereza

sábado, 17 de novembro de 2012

Terremotos no Canadá


Para aqueles que não sabem minha primeira formação foi em Geografia e depois das últimas movimentações com tanta gente se perguntando oh céus, oh terra, andei pensando que seria legal dar pelo menos um leve esclarecimento sobre tudo isso. Afinal, o que são Terremotos e por que acontecem? É possível prevê-los? E por que acontecem no Canadá?

O texto ficou meio grande mas não dá pra resumir mais do que isso sem que perca o sentido. As imagens peguei emprestadas no Google mesmo. Espero que gostem.
Acho que esse começo todo mundo lembra da época do colégio: o interior do Planeta Terra pode ser dividido entre núcleo (a parte mais interna de altíssimas temperaturas), manto (região intermediária composta por magma) e crosta (parte mais externa e por isso mais fria e bem fina se comparada às demais).
É a Crosta que fica em contato direto com o ar e a água e é nela que ficam os oceanos, continentes, ilhas...
Eu sei que deve ser difícil imaginar o quão fina e de certa forma delicada ela é mas essa visualização é importante pra que a gente possa entender como acontece todo o resto.
Acho que uma associação tosca mas válida da estrutura da Terra pode ser feita lembrando da estrutura de um ovo de galinha. Se definirmos que a gema é equivalente ao núcleo, a clara, ao o manto e a casca, a crosta, já dá pra ter uma ideia das diferenças de proporção entre uma coisa e outra. Do mesmo jeito que a casca do ovo é bem fina se comparada ao resto de sua massa, a crosta de Terra também pode ser uma estrutura frágil se comparada a todo o resto de sua massa e ao poder que ela tem de se movimentar.

Costumamos dizer que o planeta é vivo, pois ele se movimenta independente de nossa vontade e por isso está em mutação constante. Exemplo disso são as massas de ar, ondas do oceano, dunas de areia, ciclo da maré e claro, como essa movimentação acontece também em seu interior, terremotos.
O movimento de convecção está presente em nossas vidas constantemente mesmo que não percebamos. Quando se tem uma região mais quente e outra mais fria aquilo que está entre uma coisa em outra tende a se movimentar buscando o equilíbrio, e quando a coisa não se reconfigura isso pode continuar indefinidamente.
Oi? Calma que eu explico!
Imagina o ar condicionado do quarto da gente. Porque que ele deve sempre ficar no alto? Porque o ar frio é pesado e desce, correto? Mas e o ar quente que já estava no chão, vai pra onde? O ar quente é leve, então quando o ar frio desce ele expulsa o quente para o alto e essa movimentação entre ares vai continuar até que o aparelho seja desligado.
A mesma coisa acontece dentro da geladeira, do forno, de uma panela com água para ferver. Acontece também na atmosfera, quando a gente vê no jornal a moça do tempo dizer ”uma massa de ar frio/quente está chegando”, pra onde foi a que estava ali antes? Os movimentos são cíclicos e constantes.
E claro, acontece no interior da Terra, com o núcleo irradiando calor e a crosta estando mais fria, aquilo que está no meio, o manto se movimenta.
Até aí tudo certo... Mas o que é que tenho eu a ver com tudo isso?
O problema é que a crosta por ser tão fina e frágil tem rachaduras, sendo na verdade composta por vários pedaços independentes chamados de Placas Tectônicas. Então, quando o movimento de convecção acontece, é como se as partes da casca de ovo, as Placas, “dançassem” sobre o manto, uma querendo ir para cada lado. E quando esse movimento acontece, por algum motivo, de forma mais brusca ou quando as partes das Placas Tectônicas estão querendo se acomodar melhor, acontece o terremoto.

Acho que a imagem é auto explicativa mas vale ressaltar que tudo aquilo que fica no interior de uma Placa tende a ter mais estabilidade, diminuindo drasticamente a probabilidade de terremotos. Por outro lado, tudo o que fica nos extremos tende a sentir mais essa movimentação porque é lá onde a ação realmente acontece. Portanto, a localização de um país dentro de sua Placa pode ser determinante para a incidência de abalos sísmicos naquele local.
Basta observar a localização do Brasil em sua Placa, a Sul-Americana, como o nosso país fica em uma região central, a probabilidade de sentirmos um Terremoto por esse motivo é bem baixa, em compensação os nossos vizinhos chilenos já passaram por maus bocados incluindo o risco mais recente de erupção vulcânica no ano passado.
Observem também a posição do Canadá e dos Estados Unidos em sua Placa Norte-Americana, depois de tudo que já falei não é muito difícil tirar algumas conclusões, né?

Acho importante falar também sobre a intensidade e frequência dos Terremotos.
Já vimos que dependendo da posição de um determinado local em sua Placa também vamos acabar observando fenômenos sísmicos com mais incidência. O maior exemplo de tudo isso é o caso do Japão. O Japão é um ilha vulcânica e que pela constante liberação de lava em sua região está sempre em crescimento. Claro que não vai ganhar quilômetros de extensão da noite para o dia, pelo menos não tem sido esse o padrão, tá mais para milímetros ou centímetros por ano. Mas o fato é que é uma região completamente instável que sofre com terremotos diariamente.
Então porque é que a gente não vê uma tragédia atrás da outra lá?
Anos e anos de experiência e muita tecnologia. A engenharia foi desenvolvida para reforçar as estruturas dos prédios, instalando verdadeiros macacos hidráulicos e mega molas em suas bases para compensar as oscilações que sofrem constantemente, ensinar a população como agir e o que fazer ou não fazer dentro de uma situação dessas, dentro de casa, dos escritórios das escolas. Por ser um fenômeno tão comum lá, as coisas já são construídas pensando em sua resistência para aquilo.
E toda essa preparação era exatamente o que não se tinha no Haiti em 2010.

A Escala Richter é a escala responsável por medir a intensidade dos terremotos. Ela vai e zero à dez, da forma mais óbvia possível, sendo 10 o grau máximo de destruição.
Eu encontrei uma tabela no Wikipedia que exemplifica o que pode acontecer dependendo da intensidade de cada registro, achei ela coerente. Daí estou colocando aqui também.


Ah! Vale dizer também que a intensidade vai variar de acordo com a profundidade do epicentro (mais conhecido como centro do tremor).

É claro que o estrago vai depender do local onde tudo acontecer, um terremoto de escala 7 no Japão gera consequências bem diferentes do que das que foram vistas no Haiti, onde a maior parte da população é subnutrida, sem instrução necessária, e definitivamente sem infraestrutura para administrar um caos tão grande quanto o que foi visto e que infelizmente prossegue até hoje. Diversos prédios desabaram, e o número de mortes passou dos milhares.

Bom agora vamos pra parte que no interessa, Canadá.
Tanto o Canadá quanto os Estados Unidos são países que tem sua extensão na horizontal, por isso ao mesmo tempo que a parte oeste do país está bem na divisa da placa, a parte leste fica no centro, já não tendo tanto o que se preocupar...
Na região de divisa de placa a gente já viu porque acontecem os terremotos: são áreas de instabilidade que estão em movimento. O que significa que terremotos ali são esperados, e a preocupação deve ser em preparar a cidade e se preparar para quando acontecerem.
Mas se serve de consolo, o Estados Unidos ainda estão um pouco pior nessa situação, visto que a Califórnia fica no outro extremo da outra placa, ou seja, cedo ou tarde haverá um grande terremoto e os cientistas especulam de a cidade de Los Angeles não vai resistir a magnitude... Ta bom pra tu?
A grande questão aí é explicar porque ocorrem também abalos no extremo leste do Canadá. E a resposta é: ninguém sabe ao certo. Frustrante, né? Pra não dizer coisa pior.
Talvez pelo mesmo motivo que desencadeou o abalo de São Paulo em 2008 de 5,2 na Escala ou quem sabe pelo mesma razão que vez por outra tem terremoto de baixa magnitude em Caruaru, no interior de Pernambuco.
Mas espera aí! E aquela conversa toda de que o Brasil fica em centro de Placa e por isso não tem terremoto, onde foi parar?! E isso também não se aplicaria ao Canadá?
Pois é meus amigos, mistérios da natureza...
Especula-se que seja acomodação de terra, reflexos terremotos ao redor ou mesmo micro placas (sim elas também existem) ou falhas se acomodando.

Nessa história toda o mais complicado é que, ao contrário de outros fenômenos, eles não podem ser previstos e não existe atualmente nenhum tipo de tecnologia que seja capaz de dizer quando estará vindo algum. É claro que a natureza dá algumas pistas como animais ficando mais arredios, bichos que vivem em tocas geralmente saem à superfície, mas nada que seja mais eficiente.

Bom, é isso. Espero que de alguma forma tenha ajudado a entender como tudo isso acontece!
Até a próxima,

Tereza

PS: Ah, se tiver alguém interessado baixei um aplicativo que se chama QuakeWatch, custou 0,99 centavos de Dolar mas eu achei bem legal. Ele atualiza com informações dos últimos terremotos o tempo todos. A gente se surpreende com quanta coisa tem espalhado pelo mundo a fora e nem percebe. Achei legal...

domingo, 28 de outubro de 2012

Mas para Onde?

A procura foi longa, e nos tomou anos. Sem querer desanimar e tentando manter a proximidade com a família começamos nossa busca dentro do país mesmo, passando por São Paulo por 2 anos e agora estamos no Rio já há quase 3 anos, viajamos para conhecer cidades novas, e nada... A gente só conseguia constatar aquilo que já sabíamos desde o começo, que as queixas e os problemas geralmente são os mesmos e estão presentes em todas elas, umas mais outras menos, mas estão lá. Daí não teve outro jeito mesmo, foi quando resolvemos encarar que era a hora de sair do Brasil e levar a diante um plano que já tínhamos há algum tempo mas nos faltava coragem. É claro que até escolher o país pra onde iríamos fizemos uma loooonga pesquisa. Ele teria que ter alguns pontos específicos que estávamos procurando, como clima agradável durante pelo menos alguma época do ano, uma economia estável mas crescente onde provavelmente seria mais fácil arrumar emprego, educação, saúde, segurança e qualidade de vida boas, onde a área que o marido mais gosta dentro da profissão dele estivesse bem presente e claro, que existisse um processo de migração que nos fosse favorável, não bastava a gente querer o país, ele tinha que nos querer também. Acabamos fazendo um recorte que incluíam vários países da Europa inclusive os mais ao norte, América do Norte e Austrália, inclusive durante esse tempo eu acabei indo fazer, intercâmbio na Alemanha e o marido que desde o começo veio com a ideia do Canadá, foi pra Montreal. E fomos por eliminatória, por uns ou por outros motivos fomos descartando e acabamos ficando entre Canadá e Austrália, que acabou sendo cortada também porque além do processo de migração do Canadá ser melhor, Afe Maria como é longe aquele lugar! Já decididos pelo Canadá optamos pelo processo de Québec, que atendia mais aos nossos requisitos e que atendíamos mais os requisitos deles do que o processo federal. 
O marido já estudava francês e a profissão dele era bem quista lá, daí demos entrada no Processo com ele sendo o principal e desde então estamos aqui, sofreeeendo com essa demora e loucos para resolver logo tudo isso pra finalmente dar prosseguimento às nossas vidas.
 Ai, como o tempo se arrasta!

Tereza


quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Motivos


Nos conhecemos em 2005 e entre tantas coincidências havia o desejo em comum de morar fora do país. Conhecer outra realidade, descobrir lugares novos, aprender outras línguas …
A verdade é que estávamos insatisfeitos com o que tínhamos aqui e queríamos ver como era lá fora.
Adoro minha cidade e meu povo, acho a cultura linda e indiscutivelmente riquíssima. O marido sempre sentiu muita falta de lá, da comida, da família, dos amigos de infância, de conhecer as ruas, da familiaridade com tudo, mas nunca conseguimos nos conformar com a forma como as coisas são feitas. Recife é uma cidade absurdamente quente, com sistema de transporte público ineficiente que de uns anos pra cá deixou acumular tanto a quantidade de carros que agora tem congestionamentos enormes, nunca vistos antes por lá. Em toda a cidade temos só dois parques públicos e tirando a praia, que agora tem tubarões, não existe nenhuma outra opção gratuita de lazer além de Shopping (se é que dá pra considerar isso como gratuito). A violência cresce cada vez mais e os preços e impostos também, e esses são só alguns exemplos, tem muito mais... Agora me diga, como não se questionar? Como não acabar pensando: deve ter algum lugar no mundo melhor que aqui... Algum lugar pra chamar de nosso, não que seja perfeito porque isso não existe, mas que seja melhor. E como não comparar?
Quando a gente amadurece, viaja, sai e conhece o mundo, fica tão mais complicado de se conformar e encarar a falta, falta de saúde pública comum e decente, de escola pública de qualidade para todos, de limpeza urbana, de organização e de tantas outras coisas e de fatores que é quase impossível fechar os olhos e dizer que está tudo bem. Quando vira normal escutar que fulano foi morto durante um assalto, ter que andar o tempo todo atracada com a bolsa, não poder andar tranquilo na rua, que a mensalidade da escola do seu filho vai passar dos 2 mil Reais enquanto o salário mínimo não chega aos R$ 700,00 e saber que tem muita gente que tem que viver só disso enquanto tem tantos outros que, com uma rotina de trabalho normal, ganha mais do que 25 mil/mês, que as pessoas estão morrendo nas filas dos hospitais esperando tratamento, que político corrupto é o padrão e que diferente é ser honesto, escutar que o morro de não sei onde desabou e morreram mais de 50 e que vamos lá todos felizes porque esse ano inaugura mais um shopping! Meu Deus, o que é isso?! As pessoas não estão vendo? Não estão sentindo? Ou é só a gente?
Desde pequena escuto falar "o Brasil é o país do futuro". Não duvido, deve ser mesmo, potencial a gente tem, e muito. Mas esse futuro ainda não chegou na geração dos meus pais, na minha, e duvido muito que chegue na dos meus filhos ou dos meus netos. Até lá é muita coisa ainda pra fazer, pra engolir e se o próprio povo acha que os fatores ruins são os esperados, quando é que isso vai acontecer?

Não estou dizendo que não temos nada de bom, temos uma alegria natural e esperança diante de tantos momentos difíceis, a simpatia, a humanidade, a solidariedade, são coisas que guardo comigo e das quais me orgulho em dizer que sou brasileira. As nossas belezas naturais, nosso país é lindo, variado e eclético em todos seus aspectos. Mesmo com os absurdos que vemos por aí ainda somos referência em aceitação, em miscigenação e esses são valores que pretendo repassar aos meus filhos, independente de localização. Mas quando tudo isso acaba ficando escondido atrás de tanta coisa ruim, fica difícil de ignorar.
Chega, cansamos. Esse é o nosso protesto, estamos indo embora. Não é isso que queremos pra nós, não é aqui que queremos ter filhos. Aliás, se dependesse da gente colocava todo mundo, pai, mãe, irmãos, avós, toda a família, todos os amigos, cachorro, num mesmo avião e íamos todos juntos para algum outro lugar! Ah se isso fosse possível...

O nosso problema na verdade era: mas pra onde? E fomos pesquisar.
Tereza

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Primeiro Post



Primeiro post de blog é sempre complicado. A gente não tem intimidade com a nova ferramenta nem com o tipo de linguagem que optamos por adotar, a cabeça está cheia de ideias, mas cadê colocar isso tudo no papel (ou melhor, na tela)...
Acho que o principal objetivo aqui é repassar pra quem estiver interessado, incluindo nesse grupo família e amigos, as nossas experiências e vivências e por que não, deixar também um registro às nossas futuras gerações.

Desde pequena escuto minha mãe, avó e tios contando como foi a chegada da nossa família no Brasil. Ficava imaginando os meus bisavós atravessando o atlântico de navio rumo a um país novo, imenso e com uma quantidade de informações sobre como seria a nova vida deles aqui ínfima se comparada às que temos nos dias de hoje com a internet e a globalização. Acho que todos nós gostaríamos muito de poder ler algum relato deles.
Hoje, de certa forma, me sinto fazendo a mesma coisa, deixando nosso país, nossa zona de conforto, emprego, família e amigos e tudo que já temos pra trás em busca de uma vida não melhor, mas diferente.
No mais é como o marido diz, se vamos tentar que seja agora. Somos jovens, ainda sem filhos e com saúde. Se é pra arriscar a hora é essa, porque se caso alguma coisa der errado no meio do caminho, ainda dá tempo de mudar de ideia, voltar e recomeçar.
Então vamos lá, mais do que nunca o momento se aproxima!
Tereza